Introdução para uma campanha de Thordezilhas 2e Solo, usando as tabelas do suplemento Rum e Sangue.
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Quando acordei, estava cercado por uma multidão de calhordas. Formavam um círculo que me deixava frente a frente com um Brucutu que segurava uma garrafa quebrada. Meu instinto me levou em sua direção, mesmo com o vidro dilacerando minha pele, agarro aquele humano e dilacero sua face com meus dedos. Ele agoniza. Minha mente fica atônita, ao ter a noção de não saber o que raios me levou a essa situação.
Quando me dou conta, percebo que o homem já não está na minha frente, deixando apenas uma trilha de sangue até a saída do local. Descubro meu nome quando as pessoas gritam entusiasmadas no ritmo da música que embalou a luta: Strowker! Strowker! Strowker!
Uma halfling vestindo um sobretudo maltrapilho se aproxima de mim e diz:
- Me chamo Sylvia, sou gerente do Boteco da Criatura Malégna. Bom... Você venceu o duelo contra o Salvat, então... Meus parabéns! Você é o dono dessa espelunca! Boa sorte com o Drake.
Ela se afasta. Quando passa por um bêbado desmaiado, surrupia um saco de moedas e guarda no sobretudo.
Um velho carrega um balde, ele vai até o local onde ocorreu a luta. Um líquido preto é despejado sobre o sangue, aquilo se espalha, se misturando ao vômito, álcool e bêbados que já estavam pelo chão.
- Pronto, já está limpo. Agora deu meu horário. - Ele boceja - Vou dormir.
Uma elfa de baixa estatura sai pulando pelos desmaiados e mesas, evitando tocar naquela nojeira que se espalhou pelo chão. Tenho que achar logo outro emprego, era um pensamento frequente de Estônia.
Ela entrega bebidas em uma mesa mais afastada, onde está sentado um homem gordo e muito alto.
- Beroni, você não devia ficar bebendo em horário de serviço.
- Acha mesmo que tem algum serviço para fazer aqui? - Ele dá um gole na cerveja. - Eu só preciso manter a segurança do dinheiro desse boteco. Esses calhordas, é melhor que se matem mesmo. - Ele dá uma gargalhada.
- Mas foi seu tio que estava brigando.
- E?
- Ele apostou o boteco.
-E?
-Ele perdeu.
Beroni arregala os olhos. Ele sabia que só tinha aquele emprego fácil por conta de seu tio, que apesar de se odiarem mutuamente, o acolheu por respeito a sua mãe. Então, para continuar ganhando dinheiro para ficar o dia inteiro bebendo, ele teria que levantar da cadeira e finalmente fazer algo. Lamber as botas do novo patrão.
Babi estava escorada no balcão, observando aquele caos com um sorriso no rosto. Ela vai até a cozinha, onde Naomi servia uma sopa com ingredientes indistinguíveis em tigelas.
- Irmã, parece que finalmente vamos pôr as mãos neste estabelecimento! Salvat era astuto, mas esse Orc que o venceu no duelo tem a maior cara de idiota - Ela dá uma gargalhada estridente. - Vai ser fácil engana-lo e aumentar os domínios de nosso...- Naomi despeja uma tigela da sopa em Babi.
- Você sabe que as paredes têm ouvidos por aqui, então meça suas palavras.
…
Vou até o escritório do antigo dono. Sua mesa estava repleta de escritos que eu não compreendo. Consigo identificar um totem de pedra, com uma face esculpida, não sei o porquê, mas aquilo me dá um sentimento ruim. Quando toco no totem, um vulto passa pela minha mente e um espanto me toma, então acabo derrubando no chão, o objeto se desfaz em pedaços. Tenho a certeza que esse sentimento não é sobre a pedra, mas sobre a presença e angústia que cerca o local.